sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Armaduras...

Existiu um tempo em que eu andava de armadura, e que armadura a que eu tinha! fechava-me em mim proprio sem nunca deixar que nada se aproximasse! eu sabia que queria estar sozinho, ou pelo menos pensava que sabia...

Depois nasceu novo ano, e vens tu, também de armadura e beijas-me.
Perco a minha armadura e deixo-te entrar na minha vida, vejo-te lentamente a perder a tua armadura, vejo-te a apaixonares-te... vejo-te a quereres algo.

Passam-se uns meses, e vejo-te a voltar a por a armadura... vejo-te a escapar... vejo-te a ter toda a armadura posta e a afastares-me....

Mas eis que acontece o que tu não esperavas, posso não ter armadura, mas nunca largo a espada e o escudo... e assim que começas virar costas já de armadura eis que eu ergo a espada e te demonstro que comigo as armaduras de nada servem, vejo algo que estaria perdido a voltar a erguer-se, vejo-te novamente ao meu lado, e desta vez os dois de espada em riste!

Ainda bem... porque se tivesses mesmo fugido... a minha armadura ia-se tornar bem mais dificil de tirar...

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